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I CHING

O I Ching, ou Livro Clássico das Mutações, é um texto clássico chinês que surgiu no período anterior à dinastia Chou (1150-249 a.C.) com figuras lineares compostas de linhas inteiras e interrompidas. O I Ching pode ser estudado como um oráculo ou como um livro de sabedoria.

O uso do I Ching como um guia cotidiano nos conduz por um processo de aprimoramento interior que satisfaz a nossa busca natural de um significado para a existência. Ao consultar o I Ching obtemos o reflexo do que intuitivamente sabemos. A resposta do I Ching confirma e reforça esse conhecimento de modo que, sejam quais forem as áreas de nossa percepção em que tenhamos nos confundido, possamos reaprender a sermos fieis a nós mesmos.

Todas as instruções se dirigem ao ser superior, ou seja, à faceta mais lúcida e hábil que cada ser humano possui dentro de si, às vezes tão escondida que nem ele mesmo a percebe, ficando oculta sob incontáveis exigências menores. O I Ching mostra como superar os obstáculos do modo mais eficiente e, ao mesmo tempo indica como conter a arrogância desmedida uma vez alcançadas as metas e o poder.

O arquiteto Ieoh Ming Pei, a quem devemos a Pirâmide do Louvre, ao ser admitido na Academia em 1984, terminou seu discurso de recepção citando o antigo Clássico chinês.

 

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